A prefeitura de Açailândia acabou com a igrejinha de São José, em Piquiá de Baixo, no dia 3 de fevereiro. Usaram máquina pesada pra derrubar tudo, até a velha cruz de madeira que acolhia os fiéis. Não avisaram ninguém, não conversaram com a Igreja nem com o povo.
Essa igreja era a mais antiga do bairro e uma das mais antigas da cidade. Haviam conversas e negociações com o Ministério Público e outros atores para que pelo menos as Igrejas em Piquiá fossem preservadas para um futuro parque ambiental na comunidade onde serviriam como memorial e ponto de apoio.
A Paróquia Santa Luzia, responsável pela capela, nunca liberou a demolição do prédio e sequer foi avisada de que isso aconteceria. A prefeitura alega um plano aprovado com o Ministério Público. No entanto, nem a paróquia nem o bispo foram consultados ou notificados. A associação de moradores também não recebeu notificação sobre o plano. A ação ignora o grupo de trabalho e o diálogo que havia sendo construído a respeito do parque ambiental em Piquiá de Baixo.
Enquanto a prioridade da prefeitura e AVB têm sido a derrubada de casas e Igrejas, faltam casas populares, saneamento, a escola de Piquiá de Cima não foi entregue e parte dos alunos estão estudando na escola Almirante Barroso em Piquiá de Baixo sem qualquer preocupação com sua saúde.
Além da demolição da Igreja, os agentes da prefeitura, da Defesa Civil e SEMMA, associados com prestadores de serviço da AVB, também arrombaram de forma truculenta e violenta a casa de uma das moradoras que ainda restou em Piquiá de Baixo e que ainda não recebeu moradia ou aluguel social da prefeitura.Neste dia 06 de fevereiro, a paróquia publicou uma nota de repúdio sobre o caso e afirmou que a conduta demonstrada em Piquiá evidencia "a supressão de instâncias de diálogo" e o "desrespeito a acordos em construção", bem como "afronta a princípios basilares da administração pública, notadamente a legalidade, a finalidade, a publicidade, a razoabilidade e a participação social".
A instituição religiosa cobra a apuração dos fatos e afastamento dos agentes públicos envolvidos; que a AVB se identifique no processo de demolição das casas, visto que o maquinário utilizado na ação estava a serviço da empresa; que a Polícia Civil investigue os fatos noticiados em Boletim de Ocorrência; que o Ministério Público convoque reunião com todos os atores envolvidos para analisar eventuais danos morais e materiais, assim como reestabeleça a construção de metodologias consensuais, transparentes, respeitosas e legalmente adequadas.
A nota completa pode ser lida em: Claudio Maranhão: ENTIDADES E IGREJA CATÓLICA LANÇAM NOTA DE REPÚDIO CONTRA IRREGULARIDADES COMETIDAS PELA SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DA PREFEITURA DE AÇAILÂNDIA EM PIQUIÁ DE BAIXO




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